domingo, 18 de março de 2012

Hereditariedade VS Meio - A sua influencia na Inteligência humana


        
Segundo Bee (1996) a discussão Hereditariedade VS Meio é uma das questões teóricas mais antigas tanto na filosofia, como na psicologia. Quando formulada por um psicólogo, a questão é o desenvolvimento de um indivíduo é determinado por padrões inatos no nascimento ou é moldado por experiências posteriores a ele? Assim sendo, vamos tentar dar respostas, focando dois temas, a obesidade e a inteligência, dentro deste grande tema que é a Hereditariedade Vs. Meio.

O papel da hereditariedade e do meio na determinação de características físicas e psicológicas é uma questão que tem gerado muitos debates e polémicas. Efetivamente, a hereditariedade é a transmissão de património genético de uma geração para a outra através do processo de reprodução. Esta informação é responsável pelas características físicas do individuo como a sua cor de pele, olho, altura, peso e é fundamental na constituição dos sistemas nervoso e endócrino. Todas estas características recebidas vão ser influenciados pelo meio em que se vive, por tudo aquilo que nos rodeia, que pode ser a família, grupos e cultura a que se pertence bem como as experiências por que passamos. Então pode-se afirmar que a hereditariedade e o meio interagem, determinando o desenvolvimento orgânico, psicomotor, a linguagem, a inteligência, a afetividade, etc. Um dos exemplos que demonstram esta interação é a inteligência que se medem por testes de inteligência. O grau de inteligência é influenciado pelo meio pois por exemplo um ambiente economicamente menos favorável é geralmente menos estimulante, o que poderá levar a que a criança tenha um Q.I mais baixo, mas por outro lado poderá ser um estímulo para que este atinga um nível cognitivo mais alto que lhe possibilite a subida de classe económica e social. Contudo, a hereditariedade tem também uma grande importância no grau de inteligência já que estudos demonstram que no caso por exemplo de gémeos verdadeiros separados á nascença e criados em meios socioeconómicos diferentes, têm um Q.I. semelhante.

sábado, 17 de março de 2012

Hereditariedade VS Meio – Obesidade


 "Será preciso admitir que os homens não são homens fora do ambiente social, visto que aquilo que consideramos ser próprio deles, como o riso ou o sorriso, jamais ilumina o rosto das crianças isoladas."  
 Lucien Malson, "Les Enfants Sauvages"




A obesidade pode ser ocasionada por distúrbios glandulares e por modificações hormonais que, raramente, são suas principais causas.
Esta pode também ser ocasionada por uma forma compulsiva de comer exageradamente, o que, entretanto, não é muito frequente. É provável que essas pessoas o façam por frustrações ou por problemas associados à própria obesidade.
O peso em excesso pode ser de origem hereditária. Mesmo que façamos um programa de exercício físico e de alimentação semelhante a outra pessoa, os resultados podem ser diferentes porque os organismos reagem de maneira diferente de pessoa para pessoa.
Sobre este tema temos a parte hereditária e a parte do meio. Há uma grande probabilidade de um individuo vir a ser obeso ou com excesso de peso se na sua família se encontrar pessoas com a mesma doença. Por outro lado, o meio também tem alguma influência sobre esta epidemia do século XXI. Hoje em dia, somos invadidos por inúmeros anúncios publicitários que movem enormes quantidades de pessoas, como por exemplo o McDonald’s. Este tipo de circunstâncias influencia muito a obesidade, tornando-se muito difícil dizer qual das duas variáveis é a mais dominante.
O modo exato como ocorre transmissão genética ainda não é conhecido. O tipo de obesidade varia conforme o ambiente social, económico e as influências psicológicas.
A obesidade, seguramente, não é causada por relaxamento, ou por falta de vontade própria das pessoas, muito pelo contrário, a obesidade predispõe a problemas psicológicos e psiquiátricos.



Estudo – componente prática:
Foram avaliadas 4 famílias, através do protocolo de IMC, para homens e mulheres adultas, cada uma delas constituídas entre 3 a 5 pessoas, num estudo em que o objectivo foi verificar qual a influência familiar sobre as questões relacionadas com o excesso de peso e obesidade hereditária.
Como resultados podemos observar que para a família 1 os valores foram de 34, para o pai (obeso, com risco moderado) e de 25 para a mãe e para o filho, ambos classificados como sobrepeso e com risco médio alto. Estes valores estão representados no gráfico 1.

No gráfico 2 representamos os valores do IMC para a família 2, onde foram encontrados valores de 33 para o pai, classificado como obeso, com risco moderado; de 29 para a mãe, classificada como pré-obesa e com risco aumentado e de 24 para a filha, classificada como peso normal e risco médio.

Para a família 3, composta pelo pai, mãe e filha, observamos valores de 26, classificado como pré-obeso e com risco aumentado para o pai; de 25 e classificada como sobrepeso e risco médio alto para a mãe e de 26, classificada como pré-obesa e com risco aumentado para a filha. Estes valores estão representados no gráfico 3.


No gráfico 4 representamos os valores do IMC para a família 4, composta por 5 pessoas. Encontrados valores de 29 para o pai, classificado como pré-obeso, com risco aumentado; de 45 para a mãe, classificada como obesa mórbida e com risco muito severo; de 20 para o filho 1, classificado como peso normal e risco médio; de 17 para a filho 2, classificado como baixo peso e baixo risco e de 27 para o filho 3, classificado como pré-obeso e risco aumentado.

 Em suma, depois de analisar este estudo, podemos afirmar que na maioria dos casos, o factor obesidade é uma questão que deve ser tratada a nível familiar, pois, normalmente, onde os pais se apresentam com sobrepeso, ou obesos, a tendência para os filhos seguirem na mesma linha é bastante elevada.
Muitos factores contribuem para o desenvolvimento da obesidade, como predisposição genética, estilo de vida, factores sócio-culturais e étnicos. Além disso, os maus hábitos alimentares e a falta de exercício também são responsáveis pelo crescimento da doença.
A preocupação maior está na dificuldade do tratamento, mas o principal meio de combate deve ser a prevenção, como por exemplo o exercício físico. Porém mais da metade da população adulta é sedentária ou inactiva e isso tem atingido também as crianças.
Mais uma vez fica claro que a prática de exercício deve ser incentivada para toda a família. O importante é criar o hábito e o interesse por uma vida activa.


Conclusão sobre o tema Hereditariedade VS Meio:

É um erro, estabelecermos relações de causa-efeito entre o meio e a hereditariedade na influência do Q.I. ou comportamentos. Trata-se sim, de uma correlação, isto é, o meio e a hereditariedade interagem em conjunto com a personalidade de cada um. Por exemplo, não podemos ter como certo que um indivíduo com um nível socioeconómico baixo tenha um Q.I. baixo, é provável mas não determinante.
No fundo, meio, hereditariedade e personalidade actuam em conjunto na formação da personalidade do indivíduo.
Por fim, podemos concluir que o Homem, será apenas aquilo que dele fizerem. Este é lançado na Terra, sem forças físicas nem ideias inatas, tanto na selva como na mais civilizada das sociedades. Um filósofo alemão, de nome Jaspers afirma que “são as nossas aquisições, as nossas imitações e a nossa educação que nos transformam em homens do ponto de vista psíquico”.
Comportamento humano é a expressão da acção manifestada pelo resultado da interacção de diversos factores internos e externos que vivemos, tais como, a personalidade, a cultura, as expectativas, os papéis sociais e as experiências. O que nos torna humanos vai muito para além da nossa herança genética e biológica. É fundamental ter em conta as dimensões social e cultural para que possamos compreender os seres humanos e a forma como se comportam. Tornamo-nos humanos através da aprendizagem de formas partilhadas e reconhecíveis de ser e de nos comportarmos. O Homem, depois de analisar, racionalmente, a realidade, tem a capacidade de se adaptar ao meio onde vive, de escolher qual o melhor caminho para atingir determinado objectivo, de tomar decisões, e muitas outras capacidades. Estas devem-se à cultura.






sexta-feira, 9 de março de 2012

Gestaltismo de Kohlen


          O gestaltismo deu um importante contributo na construção da Psicologia como ciência.
No inicio do século XX contrariando as temáticas da psicologia do século XIX, o gestaltismo de Kohlen opõe-se a qualquer tentativa de estudar quer o comportamento quer os processos mentais dividindo-os em elementos ou unidades.
As unidades serão as sensações que quando associados originam a percepção.  Contra os principios de Wundt, Kohlen defende que o todo é diferente da soma das partes.
E porque diz Kohlen isto? Porque, de facto, os elementos que constituem uma figura são agrupados espontaneamente. E esta organização, segundo o gestaltismo é inata.
Existem princípios que determinam e organizam a nossa percepção, ou seja, o modo como estruturamos a realidade.
Assim o gestaltismo procura entender o homem como uma totalidade.


Quantos de nós não olhamos já para uma distribuição de pontos pintados num papel e vimos uma figura? Ou olhamos para uma pintura e conseguimos ver duas imagens distintas? Pois bem, estas organizações mentais da nossa percepção eram estudadas pelos gestaltistas e defendias por 4 leis:
  • Segregação / Figura – fundo  ⇒ tendência de organização das percepções do objecto e do fundo no qual se insere.
  • Proximidade – os elementos visualizados são agrupados de acordo com a distância que se encontram uns dos outros.
  • Semelhança  - Os elementos semelhantes, tendem a ser vistos juntos formando um todo.
  • Continuidade – Tendência para agrupar elementos de forma a parecerem contínuos ou numa forma fluída.
  • Área – tendência para visualizar duas figuras sobrepostas sendo que a de menor área  fica por cima e a de maior área fica como fundo.
  • Preenchimento – tendência para completar figuras incompletas.
  • Simetria – Interpretação de elementos de uma forma estruturada e com simetria.
  • Destino comum – entender elementos que têm o mesmo movimento como sendo do mesmo grupo.


Conclusão:

Kohlen defende que tudo depende de estruturas inatas, mas já pensamos bem na experiência baseada na aprendizagem? Somos capazes de aprender a falar sozinhos?
Fica aqui uma questão que possamos desenvolver…


segunda-feira, 5 de março de 2012

Surgimento da psicologia como ciência


Desde a Grécia antiga que o homem teve a necessidade de se conhecer. Alguns filósofos preocupavam-se em definir a relação do homem com o mundo através da percepção. Assim com esta preocupação em explorar o homem, existiu uma evolução nessas matérias. William James John Watson, Pavlov e Wundt deram a sua contribuição para o desenvolvimento cientifico da psicologia com várias teorias, entre elas podemos referir o Behaviorismo, o Estruturalismo, a Psicanálise e o Construtivismo. O estruturalismo é defendido por Wundt e vai de encontro com a organização estrutural dos processos mentais que se associam. Wundt procura decompor a mente nos seus elementos simples, as sensações. Médico, filósofo e psicólogo, Whundt é considerado um dos fundadores da psicologia moderna.
Desta forma a psicologia surge como um ramo da filosofia sendo o primeiro ramo especifico a surgir.
Foi no século XIX com Wundt que a psicologia se afirmou como ciência, Wihelm Maximilion Wundt foi o criador do primeiro laboratório de psicologia em 1879 e nele foram medidas e classificadas as sensações no seu aspecto visual, táctil, olfactivo e cinestésico.
Podemos desta forma referir que “a psicologia possui um longo passado, mas uma curta história…”, na medida em que a psicologia começou à muito tempo fruto do questionamento das pessoas sobre si mesmas e sobre as suas acções, mas tendo como principio a filosofia. Na actualidade a psicologia é vista como uma ciência estudando o comportamento humano.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Apresentação do Grupo de Trabalho


Somos um grupo de cinco elementos que frequentam o 1ºano do Curso de Ciências do Desporto da Faculdade de Desporto da UP.
Uma das unidades curriculares deste ano é Psicologia do Desenvolvimento, onde nos foi lançado o desafio da criação de um blog com o intuito de reflectir e aprofundar os temas e conhecimentos adquiridos ao longo desta unidade curricular.
Pretendemos que o blog seja um apoio e uma forma de aprofundar os conhecimentos, para um melhor desempenho, não só na disciplina, mas ao longo do nosso percurso pessoal e profissional.